Pátria de chuteiras, de cartazes, de...

Justamente durante o maior evento preparatório para a Copa do Mundo de 2014, acentuou-se um movimento democrático com relevância política e social que acabou até mesmo ofuscando e porque não colocando em cheque as produções midiáticas, as mofadas articulações partidárias e a desenvoltura dos políticos, de todas as esferas, em entender, reconhecer e situar-se perante as expressividades das demandas apresentadas nas ruas num processo democrático onde a vida política do pais pode tomar um novo rumo, com a população entrando em campo efetivamente.

Mesmo tendo questões difusas e diversas pautas, todo esse movimento e o restante da população puderam constatar que a agilidade nas ações governamentais podem sim acontecer, como foi o caso da redução da tarifa do transporte público; o que favorece, inclusive, um (re)entendimento de uma nova dinâmica e composição de torcida/pressão popular por conquistas que vão muito além do que estádios modernos e títulos no futebol.

Podemos reconhecer também que vivemos um processo de constante (re)construção social, onde aprendemos e também ensinamos nas mais diferentes e complexas relações humanas/grupos sociais, desde dentro de cada lar, de cada escola, de cada ambiente de trabalho...; exercitando constantemente a nossa capacidade de lidarmos com questões menores mas não menos importante do que construirmos juntos uma nova sociedade capaz de abarcar as mais diferentes concepções, desejos e sentidos, conquistando os nossos direitos numa perspectiva de exercitarmos os nossos deveres, pessoais e sociais, com responsabilidade, seriedade e pleno envolvimento, onde, no final de cada partida desse grande jogo que é a vida vivida/jogo jogado, possa haver somente vencedores.

Marcos de Paula

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