Retrospectiva 2015: O que devo deixar para trás?

“Este ano quero paz no meu coração, quem quiser  ser meu amigo, que me dê a mão!”.

Quis começar assim esse texto, mesmo sabendo que essa música se encaixaria melhor em um tema como: “2016! Aí vamos nós!” Tem mais a ver com ano novo e tal, porém todo ano que se inicia, a gente pensa nessa música, é como Show do Roberto Carlos no final do ano, tem que ter! Não importa se é sempre a mesma coisa, mas se não tiver parece que faltou algo não é mesmo?

Se foi assim que se iniciou o ano de 2015, então ela cabe na retro!

Mas, e aí? Seu ano foi de paz realmente? Você trouxe seus amigos pela mão? Mais importante, você estendeu a mão?

Deixou as mágoas para trás, ou acumulou outras? Na correria do dia a dia, deixou marcas pelo chão, ou seja, fez a diferença em um mundo onde sinceramente, parecemos mesmo umas manadas, obedientes a outros perdidos, a regras e situações que nos impedem de sermos autênticos e verdadeiros conosco mesmos, servindo de exemplos para quem durante esse ano que está acabando, nos dirigiu uma palavra, um gesto? 

Soubemos ser palavras, soubemos ser gestos? Ou fomos acumulando cascas de projetos e sonhos que não deram certo, e fizeram com que reduzíssemos a marcha.

“O tempo passa e com ele caminhamos todos juntos sem parar!”.

Todos juntos!

Ouvi outro dia uma frase inspiradora: “Poder dividido, poder enfraquecido!”.

Da mesma forma, se contarmos uns com os outros, estaremos nos fortalecendo e o caminho não será tão difícil. 

O que você deseja para 2016?

Um novo emprego? Um novo projeto de vida? Um novo relacionamento? 

Pegue tudo que não deu certo, e se tornou ferida, e transforme em benção. Se para trás quando você pensa no que doeu, aprenda que só crescemos quando erramos, e transformamos o erro em um conselheiro para a nossa vida! Isso é transformar feridas em bênçãos! Esse é o verdadeiro sentido de se perdoar e se permitir.
“Ser” humano é saber que podemos cair, podemos sonhar e não realizar, isso não é defeito.

Ruim mesmo é não levantar-se a cada tombo, sentir-se impotente e inferior. É repetir os mesmos capítulos, sem dar-se a chance de uma página em branco. Afinal, é isso que somos. A cada instante, somos essa nova chance de se reconstruir. Deixe as velhas histórias em 2015!

Citando aqui outra música, do maluco beleza Raul Seixas : “Não diga que a canção está perdida!”.

Essa canção que permeou todo este texto não está perdida. Não temos que fazê-la igual ao ano passado. “Como todo dia nasce, novo em cada amanhecer!”. E parta para o próximo ano, com alegria nos olhos e esperança no coração!